Apple Music chegou: saiba tudo sobre o serviço

Para mim a Apple sempre esteve na vanguarda, quando se fala de música digital, desde o lançamento do iTunes e do iPod. E hoje a Apple entra na briga pelos serviços de streaming, para competir diretamente com Spotify, Pandora, Tidal, Rdio, Deezer e Rhapsody.

E olhando justamente por esse lado, ela chega um pouco tarde, e ainda é cedo demais pra saber se o serviço realmente vale a pena, ao menos temos três meses para poder testar e avaliar se ele realmente consegue derrubar a concorrência nos dispositivos da Apple.

O Apple Music veio com a atualização do iOS 8.4, e está aberto para usuários brasileiros. Como de costume, a mensalidade é cobrada em dólar, assim como qualquer aplicativo da App Store. Mas a surpresa fica por conta do valor mensal: a conta individual custa US$ 4,99 por mês aqui no Brasil, metade do valor cobrado dos usuários americanos, US$ 9,99. Ou seja, um valor adequado para a nossa realidade, e coloca em competição direta com o valor do Spotify aqui no Brasil, ao menos na cotação atual do dólar.

Analisando friamente, o serviço oferece o que os competidores tem de melhor, como recomendações e playlists no estilo do Spotify, estações de rádio e conteúdo sazonal. Mas a promessa é que ele é fácil de usar e baseado em recomendações de pessoas. O coração do serviço ser o Beats 1, a rádio do Trent Reznor, que tem programas na “rádio” liderados por nomes de peso como Dr. Dre, Elton John, Zane Lowe e diversos artistas. Não são só rádios baseadas em algorítimos. E ainda terá a sua pseudo rede social “Connect” para interagir com os artistas, onde eles podem colocar conteúdo exclusivo ali para a plataforma, e claro, você também poderá ligar a sua coleção do iTunes.

O serviço oferece uma customização no estilo do Netflix, onde você pode selecionar os generos que gosta de ouvir, e dentro dos generos você ainda pode escolher os artistas que prefere, e em cima disso ele vai montando o seu algoritmo pessoal de gostos, para tentar agradar a você o máximo possível para ouvir as músicas.

 

AppleMusic-Features-PR-PRINT

Outro fator interessante é a Beats 1, a rádio o Trent Reznor (Nine Inch Nails), ela é realmente muito boa, não soa tão comercial como muita radio por ai, soa mais como uma rádio feita por quem gosta de música. Fora a constelação de estrelas que farão programas na rádio, como já citado anteriormente, além da programação normal que soa muito interessante.

A parte ruim do Beats 1, ou não, depende do ponto de vista, é que é realmente uma rádio, então esses programas feitos pelos artistas não estarão disponíveis depois como um podcast ou por demanda. Então você precisa ficar esperto com os horários para poder ouvir, e nem sempre pode ser que bata num horário que poderemos acompanhar.

Outro ponto que atrai no serviço é a promessa de ser mais fácil descobrir novas músicas e artistas, que hoje é algo um pouco complicado, e na aplicação é só usar a aba “Novo”, mas só usando para saber até que ponto o serviço irá nos apresentar conteúdo novo realmente, e o quanto conseguimos ir a fundo em um genero para descobrir sons novos e obscuros.

E junto com o parte do serviço “Connect” ele também tenta nos aproximar mais do artista de maneira bem fácil, por exemplo, se você comprar a música de um artista no iTunes, ele sinaliza para você seguir ele via Connect. E com a promessa de tentar trazer o artista para perto do fã, parece ser algo bem interessante de acompanhar também.

Outro ponto forte, é que “Biblioteca Musical” da Apple é bem grande e vasta, e sempre acaba por ter grandes lançamentos e materiais chegando por ali, só algo muito independente mesmo para ficar de fora. O serviço também funciona quando você está off-line, se atualizando no momento em que você estiver on-line.

Ou seja, com uma vasta seleção de músicas e rádios bem bacanas, o serviço da Apple é robusto o suficiente para competir com os serviços de músicas grandes por ai. Mas ao mesmo tempo, ele ainda é muito novo para sabermos se será essa maravilha que está sendo prometida. O que mais me chamou a atenção foi a rádio Beats 1, que soa muito interessante e rica em conteúdo. Mas, por exemplo, o “Connect” ainda é uma incognita, já que ainda é meio nebuloso como será essa interação com os artistas e conteúdos exclusivos.

Parece que a Apple soube bem olhar seu competidores e fazer um serviço completo com o melhor de cada um, e liberado já no celular pelo mesmo preço que a concorrencia, faz o serviço se tornar interessante no cenário de música por streaming.

O Apple Music está disponível no momento apenas para dispositivos iOS, mas poderá ser utilizado em computadores, por meio do iTunes, em breve e está sendo prometida uma versão para Android também.

Acho que realmente vale a pena pegar os 3 meses para experimentar o serviço, se você é usuário da Apple, já que para se cadastrar não há obrigatoriedade de se ter um cartão vinculado a sua conta, e depois destes 3 meses de avaliação verificar se o serviço continua valendo o investimento de $ 4.99 dólares.

 

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